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sexta-feira, 27 de abril de 2018

INFORMAÇÕES AOS PACIENTES – REUMATOLOGIA

O QUE É REUMATISMO?
     O termo reumatismo surgiu de uma crença antiga de que as doenças eram originadas de alterações nos fluidos do corpo. É um termo inespecífico que gera muitas confusões. Atualmente preferimos sempre dizer o nome específico da doença. 

O QUE É DOENÇA AUTO-IMUNE?
     É um grupo de doenças em que o sistema imunológico (leucócitos ou células brancas do sangue) vê erradamente uma parte de seu corpo como se fosse um invasor, um vírus ou uma bactéria por exemplo, e reage produzindo anticorpos e substâncias pró-inflamatórias, que podem gerar lesões mais ou menos graves. São exemplos: hipotireoidismo / tireoidite de Hashimoto, lúpus, artrite reumatóide, psoríase, vitiligo. O tratamento geralmente se baseia em medicamentos imunossupressores, que diminuem a imunidade do paciente, controlando os danos desencadeados pelas células imunológicas. 

***ABAIXO, ALGUMAS PATOLOGIAS QUE SÃO TRATADAS PELO REUMATOLOGISTA:

OSTEOARTRITE OU ARTROSE
     É o desgaste das articulações (juntas), sobretudo das cartilagens, com alterações secundárias nos ossos que ficam próximos a essas cartilagens. Está relacionada com fatores como sobrecarga articular, herança genética, idade, sexo, agressões às articulações traumáticas, metabólicas ou inflamatórias.

FIBROMIALGIA
     É uma síndrome em que há uma amplificação da percepção da dor no cérebro, com dor muscular difusa em todo o corpo, acompanhada por fadiga, sono não reparador e frequentemente tem relação com alterações no humor, como depressão e ansiedade. 

ARTRITE REUMATÓIDE
     É uma doença auto-imune que evolui com inflamação intensa das articulações, com proliferação de uma camada de células que recobre a maioria das articulações: a sinóvia. Se não for adequadamente tratada, há risco de deformidades.

LÚPUS
     É uma doença auto-imune que acomete mais frequentemente mulheres jovens, e pode acometer só a pele (LÚPUS CUTÂNEO) ou o corpo todo (LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO). O diagnóstico requer um conjunto de sinais e sintomas, como artrite, rash malar (um tipo de vermelhidão nas bochechas, em "asa de borboleta"), úlceras orais, inflamação nos rins (que pode se manifestar como sangue, pus ou espuma na urina), convulsões, alucinações repentinas, destruição de células do sangue por anticorpos, e presença de anticorpos específicos. Cabe ressaltar que um exame de FAN positivo NÃO é sinônimo de lúpus, devendo ser investigado pelo reumatologista.

ESPONDILITE ANQUILOSANTE
     É uma doença que acomete mais homens que mulheres, geralmente se inicia antes dos 40 anos de idade, e caracteriza-se por dor inflamatória e rigidez na coluna vertebral e sacroilíacas, mas pode também inflamar outras articulações como tornozelos e joelhos, e também áreas próximas às articulações, nas inserções dos tendões nos ossos (entesites), e olhos (uveítes anteriores). Se não for adequadamente tratada, há risco de fusão das vertebras com rigidez permanente e deformidades na coluna vertebral.

FEBRE REUMÁTICA
     É uma doença relacionada com a resposta exagerada do sistema imunológico a certas bactérias comuns em infecções de garganta, sinusites e otites (estreptococos). Essa resposta exagerada pode desencadear artrites (geralmente no padrão migratório, isto é, quando melhora uma junta, piora outra), febre, manchas no corpo e lesões nas valvas do coração. O tratamento geralmente visa a evitar a exposição imunológica a essas bactérias, e pode ser necessário o uso periódico de Benzetacil. Cabe ressaltar que um exame de ASLO positivo não é sinônimo de Febre Reumática, devendo ser investigado pelo pediatra ou pelo reumatologista.

ARTRITE PSORIÁSICA
     É uma doença auto-imune relacionada com o acometimento articular da psoríase (doença de pele). A artrite pode aparecer antes das lesões cutâneas, o que dificulta o diagnóstico.

ESPONDILOARTROPATIA ENTEROPÁTICA
     É o acometimento articular relacionado a doenças inflamatórias intestinais como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. O quadro clínico lembra a espondilite anquilosante, e o tratamento envolve imunossupressores.

GOTA
     É a artrite relacionada com o excesso de ácido úrico no sangue, e consequente deposição dos cristais de ácido úrico nas articulações, com uma reação inflamatória intensa. Podem ocorrer depósitos de ácido úrico fora das articulações, chamados tofos e formação de cálculos renais. As crises geralmente estão relacionadas com a alimentação (proteínas ricas em purinas: carne vermelha, embutidos, frutos e peixes do mar, vísceras, grãos ricos em proteínas; e álcool), mas também podem ser desencadeadas por infecções, interrupção do tratamento e diuréticos. Durante as crises o nível de ácido úrico no sangue pode estar normal.  

BURSITES E TENDINITES
     São inflamações das bursas e tendões, geralmente por sobrecarga dessas estruturas por movimentos repetitivos, em posições erradas, com pesos excessivos. O tratamento envolve medicamentos, fisioterapia, readequação do trabalho e atividades físicas orientadas e regulares.

ESCLEROSE SISTÊMICA
     É uma doença auto-imune caracterizada por espessamento da pele, sobretudo mãos e pés, afilamento dos lábios e diminuição da abertura da boca (microstomia), dilatação de vasos sanguineos na pele (teleangiectasias), mudança de cor nas extremidades com o frio (fenômeno de Raynaud) e artrites. Pode haver também acometimento dos pulmões e esôfago, com falta de ar, refluxo gastro-esofágico e sensação de empachamento após as refeições.

SÍNDROME DE SJÖGREN
     Doença sistêmica que caracteriza-se por olhos secos, boca seca, secura vaginal, vasculite e artrites ou artralgia. Pode haver acometimento pulmonar. A doença pode vir sozinha ou acompanhando outras doenças auto-imunes, sobretudo o lúpus e a artrite reumatóide.

MIOSITES
     São doenças caracterizadas por inflamação nos músculos. As principais são a Polimiosite, em que há fraqueza nos ombros e quadris e a Dermatopolimiosite, em que além do quadro da polimiosite há também vasculite cutânea. Quando há acometimento pulmonar intersticial, deve-se suspeitar de Síndrome Anti-Sintetase. É importante descartar neoplasias nesses pacientes. Cabe ressaltar que um exame de CPK alterado NÃO é sinônimo de miosite, devendo ser investigado pelo reumatologista.

VASCULITES
     São doenças em que há inflamação dos vasos sanguíneos. São doenças raras, que podem necessitar imunossupressão intensa e de rápido início. As mais conhecidas são: Arterite de Takayasu, Doença de Behçet, Poliarterite Nodosa, Poliangeíte Microscópica, Granulomatose de Wegener, Doença de Churg-Strauss Vasculite Crioglobulinêmica e Arterite de Células Gigantes.

SAF (SÍNDROME ANTI-FOSFOLÍPIDE)
     É uma condição clínica em que há produção pelo sistema imunológico de anticorpos que aumentam o risco de coagulação sanguínea, com tromboses arteriais e/ou venosas. Pode se apresentar isolada ou em associação com outras doenças auto-imunes, sobretudo o lúpus. Caracteriza-se por tromboses repetidas ou abortamentos repetidos (por trombose placentária).

OSTEOPOROSE
     É uma condição clínica em que há perda da densidade óssea e perda da qualidade estrutural do tecido ósseo, com risco de fraturas. É comum entre as mulheres pós-menopausa, mas pode acometer homens e pacientes jovens em uso de alguns medicamentos, como corticóides e anticonvulsivantes. 

* DR. ANDRÉ LUIZ LUQUINI PEREIRA - REUMATOLOGISTA e CLÍNICO GERAL - CRM-SP: 129471 – What'sApp: (19)98115-4863
SITE: www.clinicaluquini.wixsite/clinicaluquini    /     BLOG: www.drandreluquini.blogspot.com.br    /     E-MAIL: andreluquini@yahoo.com.br
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domingo, 18 de fevereiro de 2018

catarse.me/drandrenocanada

Ajude o Dr. André a estudar no Canadá


Filho de eletricista e telefonista torna-se reumatologista e fará PhD em prol de trabalhadores



Doenças musculoesqueléticas e reumatismos, são a principal causa de afastamento do trabalho em nosso meio, quer sejam de causa inflamatória (como as doenças auto-imunes), quer sejam de causa traumato-degenerativa (como a osteoartrite e as burso-tendinopatias, no espectro das lesões por esforços repetitivos). São um verdadeiro desafio para a estrutura atual dos sistemas trabalhistas/previdenciários no mundo todo, ante a tendência crescente de envelhecimento da população e permanência por mais anos do trabalhador na ativa, com transformações no significado atribuído à aposentadoria.
Um estudo que abordasse a funcionalidade e capacidade laborativa desses pacientes e propusesse um programa de intervenções realizadas por uma equipe multiprofissional, baseado em uma plataforma online para permitir ampla aplicabilidade e reavaliação periódica dos resultados, norteada pelo método científico seria de grande valia para os campos da Reumatologia e da Medicina do Trabalho, prevenindo perda de empregos e de produtividade.


Tal programa está em andamento no Canadá , na província de British Columbia, capitaneado pela Dra. Diane Lacaille e recebeu o nome “ Making it Work ” (que significa “Fazendo trabalhar/funcionar”, em uma tradução livre). E é para me dedicar a esse programa, e fazer parte da equipe da Dra Lacaille que fui aceito para fazer meu Doutorado em Vancouver, na University of British Columbia (UBC). 
O programa para o qual fui selecionado consiste em um curso com duração mínima de 3 a 4 anos. Durante o doutorado, avaliarei a eficácia de um programa de intervenção elaborado pela Dra Lacaille e seus colaboradores, em mudar o panorama ocupacional de pacientes com artrites, visando a compreender e prevenir o absenteísmo e o presenteísmo (queda de produtividade no trabalho), entre outros aspectos como ergonomia, reabilitação funcional e qualidade de vida. Como mencionado anteriormente, o programa se chama Making it Work e consiste na avaliação periódica da situação ocupacional dos pacientes com artrites, via plataforma online, antes e durante as intervenções realizadas através de vídeo-aulas e encontros com equipe multiprofissional envolvendo fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e conselheiros vocacionais. Tal estudo tem relevância mundial e tem potencial para mudar as políticas públicas relacionadas ao cuidado que a medicina ocupacional pode prestar aos pacientes reumatológicos de todo o globo.
Abaixo, um vídeo da Dra Lacaille explicando sobre o programa Making it Work (em inglês):

Em seguida, minha carta de aceite no programa de doutorado em Medicina Experimental da UBC:


Olá, chamo-me André e sou médico reumatologista e clínico geral, formado pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) (CRM-SP 129.471), esposo da Kizzy, pai do Luiz Paulo e do Daniel.
Nasci em Leopoldina e cresci em Cataguases, ambos municípios da Zona da Mata mineira, de cerca de 80 mil habitantes. Minha mãe era telefonista e meu pai eletricista, ambos hoje aposentados pelo INSS. Estudei durante todo o ensino fundamental em escolas estaduais públicas da minha cidade (EE Guido Marlière e EE Marieta Soares Teixeira). Desde muito pequeno tinha o sonho de ser médico, mas meus pais sempre me disseram: para ser médico, tem que estudar muito, o vestibular das faculdades públicas é muito concorrido (e fazer faculdade paga nunca seria uma opção), a faculdade é muito difícil, os livros são caros e é preciso estudar sempre, abrindo mão de muitas coisas ao longo da vida. Esse panorama não me deteve; me desafiou, me estimulou. Em 1998, prestei a prova de admissão para o Colégio Universitário da Universidade Federal de Viçosa (COLUNI/UFV), obtendo a primeira colocação no meu ano. Com apenas 14 anos saí de casa para estudar, após um "intensivão de dono-de-casa” com minha mãe (o que não evitou que os mais íntimos me conhecessem por “Miojo Mágico”). Dediquei-me intensamente aos estudos durante todo o ensino médio, e ao final do terceiro ano prestei o vestibular da Unicamp pela primeira vez e fui aprovado no curso de medicina.
A mudança para outro estado, para uma cidade grande foi mais um desafio. Na época, as notícias de crimes do PCC no estado de São Paulo nos jornais deixavam minha mãe aterrorizada e quase atrapalharam meu sonho. Concluí a graduação em medicina em 2007, trazendo os louros de dois projetos de pesquisa de iniciação científica com bolsa PIBIC/CNPq, um prêmio Adolfo Lutz oferecido pelo Centro Acadêmico do curso de medicina pela apresentação oral de meu primeiro estudo no Congresso Médico Acadêmico da Unicamp (COMAU), cujo valor em dinheiro foi exatamente o que eu precisava para comprar meu Cecil (livro de medicina interna) – primeiro, após “muito xerox” -, e a certeza de que eu havia encontrado de fato minha vocação. Após um ano de serviço voluntário como tenente-médico no Exército Brasileiro, retornei à Unicamp para realizar minha residência em Clínica Médica (2 anos) e posteriormente em Reumatologia (2 anos), após sucesso nas provas de admissão em cada etapa. Paralelamente à residência de Reumatologia, dava plantões em hospitais da região e assistia a aulas da pós-graduação em Perícias Médicas e Medicina do Trabalho aos finais de semana.
Em 2013 iniciei meu consultório de Reumatologia alugando salas nas cidades de Campinas e Indaiatuba, atendendo a planos de saúde pequenos e trabalhando também 3 dias por semana em plantões noturnos em Campinas, Louveira e Valinhos, além de trabalhar como médico examinador em Clínicas de Saúde Ocupacional, para custear minha moradia e minha entrada na Unimed Campinas. Em 2015, com o nascimento do meu primeiro filho, decidi abandonar os plantões noturnos para pelo menos dormir em casa todos os dias, mas para isso precisei aumentar a carga de trabalho no consultório, trabalhando em média 12 horas por dia, uma vez que a reumatologia é uma especialidade que conta basicamente com consultas (que são pouco remuneradas pelos planos de saúde: cerca de 35 reais por consulta), e não há grandes procedimentos, como nas especialidades cirúrgicas.
Hoje moro em Campinas-SP, atuo como reumatologista nos consultórios de Campinas e Indaiatuba e nos Centros Clínicos dos planos de saúde dos hospitais Beneficência Portuguesa e Vera Cruz, além de atuar como assistente técnico em perícias médicas. Dedico-me insistentemente a divulgar a reumatologia em linguagem simples através do meu blog, site e perfis no Facebook e Instagram. 
No Brasil, os médicos têm em média de 3 a 4 empregos, pela elevada carga tributária a que estão submetidos, como profissionais autônomos (IR 27,5%, INSS 11%, ISSQN 2%) e/ou como pessoa jurídica (Simples ou lucro presumido, gastos com contabilidade), sem direito a décimo-terceiro ou férias, enquanto autônomo freelancer ou PJ; e pelos elevados custos necessários para exercer a medicina (anuidades do CRM, contas dos consultórios). Além disso, a remuneração é afetada por outras questões como glosas de consultas pelos convênios, atrasos e calotes. No saldo final, o que sobra é um valor irrisório. No fim de 2016, por exemplo, com o calote de quatro meses de um plano de saúde, tive que fechar minha clínica em Campinas.
Tudo isso me fez repensar minha vida profissional e pessoal. Decidi retomar a veia acadêmica e me candidatar ao mestrado. Estudei inúmeras universidades ao redor do mundo, avaliando os quesitos: professores e áreas de pesquisa, língua inglesa ou portuguesa, custo dos programas, oferta de bolsas e opção de visto que me permitisse trabalhar durante o doutorado. Nesse processo, entrei em contato com a Dra Lacaille, por e-mail e posteriormente em entrevista por telefone e, após avaliar meu currículo e histórico escolar, informou-me de que eu seria elegível para acesso direto ao doutorado.


O sonho de estudar em outro país surgiu primeiro no coração de minha esposa, que é fisioterapeuta. E ela tem sido minha coach, guerreira, sonhadora, perscrutadora, mola propulsora, esposa e mãe dos meus filhos, cuja fé em Deus não esmorece jamais.
A primeira pergunta que pode vir à cabeça é: MAS POR QUE CANADÁ? E são várias as respostas. A primeira é porque a professora que será minha orientadora na UBC é referência internacional no estudo das relações entre as artrites e o trabalho, com vários artigos publicados em revistas renomadas da área, e ela mora e pesquisa no Canadá. A segunda resposta diz respeito à Universidade. A UBC é a 34ª melhor universidade do mundo pelo Times Higher Education (THE) (para se ter uma idéia, a USP e a Unicamp, que são as melhores universidades da América Latina, estão depois das primeiras 250 no mesmo ranking). Segundo outro ranking, o QS World University Rankings, a UBC apareceu em 51º lugar, e a USP e Unicamp no 121º e 182º, respectivamente, em 2017.



Links do ranking THE:



Claro que os rankings têm vieses, mas as dificuldades que a educação e a saúde enfrentam em nosso país, na perspectiva do congelamento dos investimentos públicos nessas áreas pelos próximos 20 anos, nos fez buscar alternativas para possibilitar nosso aprimoramento científico-acadêmico em uma instituição internacional de excelência. Cortar recursos da educação sistematicamente é boicotar os sonhos das futuras gerações. Não há mais o programa Ciência Sem Fronteiras do Governo Federal, e uma bolsa da CAPES de doutorado pleno no exterior é inferior ao valor necessário para efetivamente se dedicar aos estudos e ainda sustentar uma família de 4 pessoas, além de esbarrarmos na burocracia do processo. Para se ter uma idéia, a Dra Lacaille me enviou um e-mail assustada após tentar preencher os formulários para solicitação da bolsa pela CAPES. Os formulários estão todos em português e perguntam algumas informações confidenciais e desnecessárias, como o seu número de passaporte (sendo que quem irá viajar e sair do país de origem sou eu, e não ela). Ainda assim, estamos participando desse processo seletivo também, sem resposta até o momento.
Outra pergunta que tenho ouvido, desde que comecei o processo, é: MAS VOCÊ VAI EMBORA PRO CANADÁ? E a resposta é NÃO. Minha família está toda aqui, tenho vínculos de trabalho aqui, minha casa está financiada pelos próximos 30 anos, e caso aprovado pela CAPES assino o compromisso de retornar ao Brasil e permanecer pelo menos pelo tempo em que estudei fora. Além disso, não poderei atuar como médico em consultórios e hospitais no Canadá, pois a medicina é uma profissão regulamentada. Para isso, teria que me submeter a um processo longo e custoso de revalidação do meu diploma (bem diferente do nosso Mais Médicos...), e caso quisesse atuar como reumatologista, seria obrigado a refazer minha residência em reumatologia. Imigrar para o Canadá não está nos meus planos.


Todos os avanços científicos de nossa era, em especial os ocorridos na medicina, foram possibilitados pela pesquisa científica. A inovação no entendimento, prevenção e tratamento das doenças só é possível graças à persistência, à sagacidade, ao rigor e à idoneidade dos cientistas de todo o mundo, comprometidos com a execução de estudos qualitativos sérios, ou controlados e randomizados e meta-análises, a fim de investigar e comparar evidências científicas que possam nortear a prática médica à beira do leito. Não há mais espaço para o obscurantismo e os achismos de profissionais acomodados e desatualizados. 
Nesse contexto, ao me ajudar, você estará não apenas realizando meu sonho e dando a mim ferramentas para transformar nosso país para melhor, mas estará também incentivando que mais estudantes e profissionais se interessem pela pesquisa científica e ajudando a desenvolver a ciência nacional. Investir no estudo é investir no futuro. Recorrer às campanhas de financiamento coletivo (“vaquinha virtual”) foi a alternativa que encontrei para complementar os recursos necessários para garantir meu aprimoramento acadêmico e profissional nessa empreitada. Pretendo também continuar me dedicando à divulgação da reumatologia e futuramente me dedicar ao ensino da medicina e à formação de novos médicos com ética e excelência.




Opções:
1) Doar pelo Catarse
Como doar pelo Catarse: 
2) Doar depositando diretamente na minha conta bancária (preferível, me isentaria de ter que dar os 13% ao site Catarse):

Após realizar sua doação, por favor envie o comprovante de depósito/transferência para o e-mail: andreluquini83@gmail.com, para que possamos agradecê-lo(a) com suas recompensas.

MEUS CONTATOS:

Perfil público: 





















De quanto preciso?
Considerando 1 Dólar Canadense = 2,60 reais:


 OBSERVAÇÕES:
=> O Catarse desconta 13% do valor doado.
=> Caso as doações ultrapassem o valor de R$64.250,00 (2.500 UFESPs), é descontado também 4% de ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações).
Logo, a meta pode ser calculada com uma regra de três simples:
67.220,00 = 83% => 100% = 
  



*Estimativas de gastos com moradia em Vancouver e com a UBC baseadas no site da própria universidade, disponível em: https://www.grad.ubc.ca/prospective-students/tuiti...
**Estimativas de gastos com mobília básica para uma família de 4 membros baseadas no site da Ikea, disponível em: http://www.ikea.com/ca/en/
***Estimativas de gastos com os passaportes baseadas no site do Consulado Canadense, disponível em: http://www.cic.gc.ca/english/information/fees/fees...
****Estimativas de gastos com as passagens aéreas baseadas em cotações nos sites: https://www.decolar.com/ ; https://www.viajanet.com.br/ ; https://www.skyscanner.com.br/ ; e https://123milhas.com/
*****PhD Minimum Funding - UBC:

_________________________________________________________________________________
English:
Hello, my name is André and I am a rheumatologist and general practitioner, formed by UNICAMP (CRM-SP 129.471), husband of Kizzy, father of Luiz Paulo and Daniel.
I was born in Leopoldina and grew up in Cataguases, both municipalities in the Zona da Mata mineira in Brazil, of about 80 thousand inhabitants. My mother was a telephone operator and my father electrician, both retired today by the National Social Security Institute. I studied throughout elementary school in public state schools in my town (EE Guido Marlière and EE Marieta Soares Teixeira). From a very young age I had the dream of being a doctor, but my parents always told me: to be a doctor, you have to study a lot, the college entrance examination is very hard (and paying college would never be an option), college is very difficult , books are expensive and one must always study, giving up many things throughout life. This overview did not stop me; challenged me, stimulated me. In 1998, I took the admission test to the University College of the Federal University of Viçosa (COLUNI / UFV), obtaining first place in my year. At the age of 14 I left home to study, after an "intensive housekeeper course" with my mother (which did not prevent my closest friends from knowing me as "Magic Lamen"). I devoted myself intensely to my studies throughout high school, and at the end of the third year I took the university entrance exam for the first time and I was approved in the medical course.
Moving to another state for a big city was more of a challenge. I graduated in medicine in 2007, bringing the laurels of two research projects of scientific initiation with PIBIC / CNPq scholarship, an Adolfo Lutz award offered by the Academic Center of the medical course for the oral presentation of my first study at the Medical Academic Congress of Unicamp, whose cash value was exactly what I needed to buy my Cecil (book of internal medicine) - first one, after "many photocopies" - and the certainty that I had actually found my vocation. After a year of volunteer service as a lieutenant-doctor in the Brazilian Army, I returned to Unicamp to do my residency in Internal Medicine (2 years) and later in Rheumatology (2 years), after successful admission tests at each stage. Parallel to the residence of Rheumatology, I worked as Emergency doctor in hospitals of the region of Campinas and attended classes of the post-graduation in Expert Medical Accessment and Occupational Medicine at the weekends.
Today I live in Campinas-SP. I work as a rheumatologist in the offices of Campinas and Indaiatuba, besides acting as technical assistant in Expert medical examinations. I have been persistently promoting rheumatology in simple language through my blog, website and profiles on Facebook and Instagram.
In 2017, I decided to retake the academic vein and apply for a master's degree. In that process, I contacted Dr. Diane Lacaille, a rheumatologist at the University of British Columbia in Vancouver, Canada, who, after evaluating my curriculum and transcripts, informed me that I would be eligible for direct access to my PhD.
UBC is the 34th best university in the world by Times Higher Education (THE). The doctoral program for which I was selected lasts at least 3 to 4 years. During this period, I will evaluate the effectiveness of the intervention program developed by Dra Lacaille and his colleagues called Making It Work, which aims to change the occupational status of patients with arthritis, preventing job loss, absenteeism and presenteeism (the decline in productivity at work), among other aspects such as ergonomics, functional rehabilitation and quality of life. Rheumatisms and repetitive strain injuries are the main cause of work withdrawal in Brazil. Such a study has worldwide relevance and has the potential to change the public policies related to the care that occupational medicine can provide to rheumatologic patients across the globe.
The difficulties that education and health face in Brazil, with the freezing of public investments in these areas for the next 20 years, made me look for alternatives to fund my studies. There is no "Ciências Sem Fronteiras" ("Science Without Borders", a governmental program for international post-graduation funding) anymore and a CAPES scholarship is insufficient to allow exclusive dedication to research. Still, we are participating in this selective process too, with no response so far. The way I found was to resort to a crowdfunding campaign to guarantee my post-graduate abroad and not miss this odd opportunity.
I intend to continue dedicating myself to the dissemination of rheumatology and in future to dedicate myself to the teaching of medicine and the formation of new doctors with ethics and excellence.

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catarse.me/drandrenocanada



sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018


E-book gratuito sobre Fibromialgia


Para esclarecimento da população em geral e profissionais da saúde. 
Sem necessidade de se inscrever, nem fornecer seu e-mail. Basta acessar o link.
Divulguem!

Fibromialgia, tudo o que você precisa saber
(Versão em português / Portuguese)

Link: 




Fibromyalgia, everything you need to know
(English version)

Link:



segunda-feira, 22 de janeiro de 2018


Síndrome de Bertolotti




     Paciente com lombalgia há 2 anos. A Tomografia Computadorizada da coluna lombar mostrou uma vértebra de transição lombossacral com megapófise transversa neo-articulada com o sacro, incluindo sinais degenerativos, o foco da dor. (a alteração já era visível ao Raio-X simples). A neurocirurgia indicou neuroablação percutânea por radiofrequência para alívio dos sintomas. 
     Essa variante da anatomia é muito comum, e na maioria dos casos é assintomática. Quando há dor, caracteriza a Síndrome de Bertolotti, descrita em 1917. Pode ser confundida com uma sacroileíte, síndrome facetária e hérnia de disco. A primeira linha de tratamento é a conservadora e visa a prevenir complicações degenerativas discais. Há alternativas intervencionistas.


O que é a Reumatologia?






     A palavra Reumatismo foi introduzida por Galeno no século II depois de Cristo. Provém da palavra “rheos” que significa “fluir” uma vez que, naquela época, se acreditava que o reumatismo aparecia pelo fluxo de um “humor” vindo do cérebro até as articulações. O nome da doença Gota vem desta maneira de se pensar. 

     O conceito de que as doenças reumáticas são as que acometem o sistema osteo-articular nem sempre é correto, pois muitos pacientes podem não apresentar queixas articulares, ósseas ou de tecidos peri-articulares, mas sim de órgãos como rins, coração, pulmões, pele, etc. Ao contrário do que se diz popularmente, não são "doenças de velho", mas podem acontecer em qualquer idade, inclusive em crianças recém-nascidas. 
     Os termos "reumatismo" ou "artrite" não são diagnósticos. Quando alguém diz que tem artrite significa apenas que tem inflamação da articulação e essa é uma manifestação comum às doenças reumáticas mais prevalentes. 
     Como o tratamento dependerá da doença e do paciente em si, o diagnóstico correto e precoce e o tratamento adequado são a base para um prognóstico favorável, visando a evitar complicações incapacitantes, irreversíveis e até mesmo fatais. Por isso, a busca do especialista é fundamental.

domingo, 7 de janeiro de 2018


Ajude-nos na divulgação do novo local de atendimento em Campinas!!




🚩Clinica Viver - R. Camargo Paes, 776, Jd Guanabara. CEP: 13073-350 - (próx ao balão do Timbó/Av Brasil) Tel.:(19)2511-6989‬ / ‪(19)2512-6989‬

Reinício dos atendimentos em 15/01/18. #médico #Reumatologista #Reumato #campinas #Indaiatuba #clinica #consultorio #drluquiniteam #clinicaluquini #novoendereço #drandreluquini



terça-feira, 13 de dezembro de 2016

PROTRUSÃO DISCAL - HÉRNIA DE DISCO




Dores na coluna com irradiação para a perna, com adormecimento, formigamento, sensação de choque ou fraqueza na perna: fique atento, pode ser uma hérnia de disco na coluna lombar ou uma protrusão do disco no neuroforame (canal entre as vértebras por onde passa uma raiz neural). Evite impactos, sobrecarga excessiva, hiperflexão da lombar, longos períodos de pé ou sentado, e procure logo um especialista (reumatologista, ortopedista ou neurocirurgião).


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